domingo, 27 de agosto de 2017

Novas placas toponímicas com denominação em Barranquenho

As ruas da Vila de Barrancos, que já foram obejto de remodelação, no âmbito do PGU (programa de regeneração urbana), terão novas placas toponímicas, com dupla denominação: a oficial (em português) e, por baixo, a antiga denominação ou o nome como era/foi conhecida (em barranquenho).
Em baixo, a nova placa toponímica da Rua NS da Conceição, já colocada, a que se seguem as ruas S. João de Deus, a Leite de Vasconcelos, entre outras já remodeladas.
placa da rua da Ladêra ou rua dah Bicas
atual Rua Nossa Senhora da Conceição, que começa na esquina JF de Barrancos a Biquinha
(Fotos: eB, 24-08-2017)
Toponímia oficial de Barrancos
(Fonte: CMB ou aqui)

3 comentários:

IANTT disse...

Excelente iniciativa

Anónimo disse...

Jacinto,
quanto à escrita em barranquenho, e porque trabalho nesta área, tenho dúvidas sobre a forma como as coisas estão a ser feitas e conduzidas:
porque i e não e? esse i corresponde ao alfabeto fonético e não à grafia, tal como em português. Um "e" em barranquenho não é diferente de um "e" em português. Não vemos nos textos escritos em português i em vez de e. Porque o estamos a trocar em barranquenho?
O mesmo acontece com o "o" quando é substituído por u, como por exemplo em largo (grafia)ˈlarɡu (fonética). Não há diferença gráfica em relação ao português, a diferença é na pronúncia, mas a pronúncia não se escreve. Só vem descrita nos dicionários e documentos de estudos linguísticos, para saber como devemos ler a palavra. Outro exemplo, barranco (isto é a grafia e bɐˈʀɐ̃ku é a fonética, pronúncia).
Todas as palavras têm uma transcrição fonética e em barranquenho essa é a parte que melhor conhecemos, mas que está longe de bem estudada, talvez daí os erros comuns com que nos deparamos. O que temos de encontrar é a grafia correspondente, com base no alfabeto Português (ou castelhano quando se justifique) e não substituir, indevidamente, letras do alfabeto "comum" quando são idênticas, pelas letras do alfabeto fonético internacional.
MCP

Jacinto Saramago disse...

O Barranquenho é uma língua de transmissão oral, daí que a sua escrita não tenha, ainda, sido convencionada (não há grafia). Este desafio começou agora, com a publicação do livro da Vitoria Navas. Por enquanto, sem exagerar, cada um escreve como "ouve" ou sente pronunciar..
Cpts